sexta-feira, 16 de julho de 2010

desabafo.

Lembro-me do tempo em que foi, mas não me lembro de ti.
E os reflexos dessa ausência estão nos dias de hoje.
Lembro-me de cada vez que me vinhas visitar, e eu esperava minuto a minuto na varanda por ver o teu carro chegar, até que de repente, ao fim de muitos minutos tu chegavas, e o meu coração quase saltava, era a maior emoção de sempre.
Chegada a hora de te ver sair pela porta, sem saber ao certo quando regressavas, o meu pequenino coração parecia não ser forte para aguentar, e aí eu deitava-me no chão ao pé da porta ou agarrava-me a ti implorando-te para ficares comigo, sem sequer conseguir controlar as minhas pequenas lágrimas.
E foram passando assim anos e anos, esta rotina de incertezas em relação a tua chegada.
Até que tudo mudou, e um dia vieste e ficas-te e não vieste sozinha, haviam dois novos membros na família.
Tu tinhas voltado era só isso que importava, mas o sentimento não era mutuo, e o meu pequenino coração, transformou-se num grande coração.
Sem que te apercebesses eu cresci, e tive de aprender a ser um ser-humano, a viver o que de bom a vida me dava, e ultrapassar o que de mau se tornava em obstáculos.
Foi assim, anos sem conta, até que hoje tenho 16 anos, e não te devo mais do que 8 anos da minha vida.
Não te desvalorizo, aconteceu o que devia ter acontecido, mas não tens o significado que eu um dia imaginei que a palavra que suportas poderia ter.

amo-te.

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